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Judas Iscariotes ou Judas, filho de Simão Queriote. Era o único do apóstolo da Judeia, natural da cidade Queriote-Esrom, tribo de Judá. (Josué 15:25) O apelido Iscariotes, deriva do grego e significa "homem de Queriote". Distingue-o de outro apóstolo com o mesmo nome, Judas Tadeu. (Mateus 10:4; Lucas 6:16; João 6:71) Foi Jesus, sob direção do Espírito Santo de Deus, quem escolheu os 12 apóstolos, inclusive Judas Iscariotes. (Lucas 6:12-16; Mateus 10:1, 4-5) Foi designado como tesoureiro de Jesus e dos apóstolos. Isto é prova de sua capacidade e fidedignidade naquela ocasião. (João 12:6) Deus não predestinou Judas para trair Jesus a fim de cumprir profecias. Mas o proceder infiel de Judas Iscariotes cumpriu profecias referentes ao Messias. (Salmos 41:9 - "o homem que estava em paz comigo, em quem confiei, que comia meu pão, engrandeceu seu calcanhar contra mim"; 55:12-13 - "um homem mortal que era como meu igual, um que me era familiar e meu conhecido"; 109:8; Atos 1:16-20) Jesus percebeu logo "quem o havia de trair", desde do princípio que este intento surgiu em Judas. (João 6:64, 66-71)

Não há evidências de que Judas Iscariotes fosse um zelota da fração chamada sicários. O Evangelho de Judas, um escrito apócrifo atribuído a autores gnósticos de meados do II Século, revela uma perspetiva espiritualista contrária ao Novo Testamento. Defende que Judas não traíu de fato a Jesus, mas atendeu a um pedido de Jesus. A suposta traíção de Judas foi para ajudar o Messisas (Cristo) a libertar o seu Espírito na morte, livrando-se do seu corpo físico.

Em Betânia, Maria, irmã de Lázaro, ungiu Jesus com óleo perfumado no valor de 300 denários. Isso era equivalente a cerca do salário anual de um trabalhador. (Mateus 20:2) Judas argumentou dizendo que o óleo poderia ter sido vendido e o dinheiro "dado aos pobres". Aparentemente parecia ser um argumento válido, mas Jesus o censurou. O motivo real de Judas que "era um ladrão ... e costumava retirar dinheiro". (João 12:2-7; Mateus 26:6-12; Marcos 14:3-8) Nesta ocasião, "Satanás entrou em Judas" - no sentido de que Judas se deixou ser usado por Satanás. Poucos dias depois, dirigiu-se aos principais sacerdotes e aos capitães do Templo para ver quanto receberia para entregar Jesus. (Mateus 26:14-16; Marcos 14:10-11; Lucas 22:3-6; João 13:2) Trinta moedas de prata estabelecida pelos líderes religiosos, mostrava seu desprezo por Jesus e que encaravam o seu ministério de pouco valor. (Zacarias 11:12) Segundo Êxodo 21:32 o preço dum escravo era 30 siclos. Judas "consentiu no preço e começou a buscar uma boa oportunidade para traí-lo a eles sem que houvesse uma multidão em volta". (Lucas 22:6)

Apesar da traição contra Jesus, reuniu-se com Jesus e demais apóstolos para a celebração da Páscoa. No decurso da refeição pascal, Jesus lavou-lhes os pés aos apóstolos. Mas Jesus disse: "Nem todos vós estais limpos." (João 13:2-5, 11) Declarou também que um dos apóstolos ali à mesa o iria trair. Judas hipocritamente perguntou se era ele. Como identificação adicional, Jesus deu a Judas um bocado para comer e lhe disse que fizesse depressa o que pretendia. (Mateus 26:21-25; Marcos 14:18-21; Lucas 22:21-23; João 13:21-30) Na última noite antes da sua execução, Jesus disse a respeito de Judas: "Teria sido melhor para este homem, se não tivesse nascido." Mais tarde, chamou-o de "o filho da destruição". (Marcos 14:21; João 17:12) Só depois de Judas ter saído, é que Jesus instituiu a celebração da Refeição Noturna do Senhor com os apóstolos fiéis. (Mateus 26:20-29; João 13:21-30)

Mais tarde, no Jardim de Getsêmani, Judas encontrou-se com Jesus com os apóstolos fiéis. Segundo um sinal combinado, Judas cumprimentou Cristo "beijou-o mui ternamente" num novo ato de hipocrisia. (Mateus 26:47-49; João 18:2-12) Posteriormente, Judas sente a gravidade de seus atos. Pela manhã, tentou devolver as 30 moedas de prata, mas os principais sacerdotes se negaram a aceitá-las. Por fim, Judas lançou o dinheiro no Templo. (Mateus 27:1-5) Não era lícito incluir no tesouro do Templo, para a compra de coisas sagradas, dinheiro que fora ganho ilicitamente. Em tais casos, a Lei judaica prescrevia que o dinheiro devia ser devolvido ao doador, e se este insistisse em doá-lo, que fosse induzido a gastá-lo em promover o bem estar público ... Usando um artifício da Lei, o dinheiro foi considerado como pertencendo a Judas, e como tendo sido aplicado por ele na compra do bem conhecido campo do oleiro. (Atos 1:18-19)

Atormentado pelo forte sentimento de culpa, Judas foi enforcar-se no alto de um penhasco, mas a corda ou o galho da árvore partiu, de modo que "rebentou ruidosamente pelo meio e se derramaram todos os seus intestinos". Teve uma morte desonrosa. (Mateus 27:5; Atos 1:18) Entre a Ascensão de Jesus ao céu e a festividade do Pentecostes, o apostolo Pedro aplicando o Salmo 109:8, explicou ser apropriado escolher um substituto para o lugar do infiel Judas. Matias foi escolhido como apóstolo. (Atos 1:15-16, 20-26)

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